terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Nota de rodapé n.º 1 - A Porta das Mentiras

"A 16 de Abril de 1788, António José Simões Pereira, escrivão do registo do Juízo Eclesiástico, (...) pediu à Câmara a demolição do postigo, pois este se achava ameassando evidente prigo por ter em sima do arco uma parede muito arruinada, e parte de outra do lado nascente ainda mais, sendo a passagem de degraus muito violentos, e alguns desses se tinhão demolido e com a próxima invernada se arruinarão mais o que tudo concorria para fazer muito violenta aquella serventia que he muito frequentada. O escrivao e os seus vizinhos ofereciam-se para custear a demolição do arco e substituir os degraus por uma rampa; assim, as liteiras e as cadeirinhas poderiam descer com toda a segurança para o Codeçal e Ribeira."

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(Esta "nota de rodapé" vem citada a p. 7 do livro electrónico Morro da Sé - De Porta a Porta, editado pela PORTO VIVO, tendo a mesma provindo da obra nela referida como FERNANDES, 2006: 16.  Agradeço a quem me der a referência da obra completa para fazer justiça ao seu autor uma vez que é a primeira vez que se vê citada a data (pelo menos aproximada) da demolição da Porta das Verdades! Obs.: provável "Porta da Traição" da cerca românica...)

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