sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

da Porta do Sol - 3

Nesta última postagem sobre a Porta do Sol, deixo algumas imagens sobre a evolução do lugar onde ela se implementava, comparativamente com a nossa época.

Na primeira imagem vê-se a subida para a Porta do Sol quando a rua Saraiva de Carvalho ainda não existia, e uma rua mais estreita - a de Santo António do Penedo - ligava a rua Chã à dita entrada e saída da cidade.
Assinalo a laranja, com um rectângulo o Palacete do Visconde de Azevedo (ainda existente) e com uma seta verde um outro edifício que fora de um Miguel Brandão da Silva.

O edifício que vemos à direita assinalado com a seta verde estava encostado à Capela de Santo António do Penedo, que foi também ela demolida por esses anos.


Iniciada a destruição de toda esta área em 1875 - precisamente com a demolição da Porta do Sol - em 1886 desapareceria quase tudo o resto. Motivo: criar novo e desafogado acesso ao tabuleiro superior da Ponte D. Luíz, ficando como se apresenta na actualidade na segunda imagem.


Abaixo vemos uma planta do século XIX da área aqui tratada. Com as mesmas cores são assinaladas as edificações da primeira imagem. Contudo, agora, é também assinalada a Capela do Penedo; que, note-se, não era propriedade dos mesmos donos da casa que a ela se adossava (seta verde).


A imagem de baixo mostra a localização de: a laranja o mesmo ângulo que surge na primeira imagem, a vermelho, o lugar por mim estimado (aceito rebate) da existência da Porta do Sol, o circulo verde aponta o local do edificio adossado à Capela de Santo António do Penedo e a azul o da dita capela.
Por curiosidade, marquei com a estrela rosa o local onde foi instituida a "Feira da Ladra" no Porto (à imitação da lisboeta), cujo terreno aparece delimitado por um muro na imagem da postagem anterior.


Na imagem de baixo, a Porta do Sol ficaria junto ao local onde hoje se encontra o quiosque embutido no muro.

Nas duas images abaixo temos novamente uma planta do como era a área imediatamente fora da Porta do Sol (conhecida por séculos como Carvalhos do Monte), e tal como ela se encontra agora. O local onde estavam as cavalariças é actualmente ocupado pelo términus do Eléctrico 22. Para que o leitor não se perca, assinalo a capela do antigo asilo das Desamparadas que servirá como ponto de referência para o resto.



Finalizo com a "cereja em cima do bolo", isto é, uma fotografia (a única que conheço) da Porta do Sol. Aqui se pode vislumbrar, por entre a porta, parte dos edificios mencionados acima.
Na outra foto abaixo, mais conhecida, se vê, depois de ter sido demolida a porta, a base do pilar do seu arco.


E nesta última, o local tal como se apresenta actualmente.


Fontes das imagens: livro: O Porto na época dos Almadas; Sites: Arquivo Histórico da Câmara Municipal do Porto, Googlemaps, Bingmaps e o blog Porto de Agostinho Rebelo da Costa aos nossos dias.

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