terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Ainda o Botequim do Pepino

Sobre este célebre - por fracas razões - botequim, dei de caras no Tripeiro com umas preciosas notas na volume correspondente ao seu primeiro ano (1908), na secção das "perguntas e respostas". Tencionava verter para aqui a informação que lá surge com a descrição que Arnaldo Gama lhe faz; contudo opto por não o fazer dado que iria repetir a informação já difundida no Porto, de Agostinho R. da Costa aos nossos dias, em http://portoarc.blogspot.pt/2013/11/divertimentos-dos-portuenses-xxii.htm (aliás um excelente blogue que vale bem ser seguido).

Apenas apenso a essa informação a seguinte, com carácter já secundário, mas que está também na tal secção de perguntas e respostas:

"O Botequim do Pepino, em Cima do Muro, era muito concorrido da marinhagem estrangeira e de mulheres de má nota do Forno Velho e immediações. As desordens alli eram frequentes. O predio, juntamente com os demais do mesmo lanço do muro, foi demolido, quando se construiu a rua que segue da dos Inglesez para a Alfandega. O botequim transferiu-se para o Forno Velho. Não sei se ainda lá existe ou algum seu descendente. O Rodrigues Sampaio, o Sampaio da Revolução, era accusado pela imprensa adversaria por ter sido freguez do mesmo cafe, quando era guarda da Alfandega ou coisa que o valha. Cito este facto de memória mas creio não estar em erro.
Um tripeiro da gêmma, baptisado em S. Nicolau"

Em relação ao dono deste estabelecimento, conheço biograficamente uma data, a do seu casamento! Isto porque, no Periodico dos Pobres no Porto de 18 de Outubro de 1845, me deparei com esta escavação: "Anteontem de tarde atravessava a todo o trote a Praça de S. Lázaro um cabriolé a quatro, carregado de pessoas do sexo feminino em grande luxo, e acompanhado de cavaleiros. Era o botequineiro Pepino de Cima do Muro que tinha ido casar, e que se recolhia a casa em grande estado."

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