terça-feira, 12 de novembro de 2013

Casa-Torre na Rua dos Mercadores


Esta casa provavelmente já não existe. Mas salta à vista o seu carácter medieval já disfarçada pelas janelas contemporâneas...

A rua dos Mercadores era uma das mais "povoadas" por casas deste tipo no burgo, se bem que nunca exitiram muitas por cá face à aversão dos portuenses pelos nobres e o respeito que de uma forma geral os reis sempre tiveram por esse sentimento.


Extraido da primeira série d'O Tripeiro, com um pequeno arranjinho da Porta Nobre...

2 comentários:

  1. na verdade existem ainda na rua dos mercadores as duas casa-torre de que há registo, esta e uma outra mais abaixo cuja fachada ainda dá para perceber a sua denominação.
    com efeito as casa-torre de que falamos pertenciam a abastados mercadores burgueses que se permitiam construir casas fortificadas com uma protecção maior às investidas de ladrões e por isso eram quase totalmente feitas em granito, ao contrário das restantes que, quando muito tinham apenas o primeiro ou segundo piso em granito e os pisos superiores em taipa. para a nobreza lá pernoitar tinha que pagar.
    este edifício fica no numero 156 a 158 e podemos encontrar uma caracterização no livro "bairro da sé do porto", com coordenação de teresa pires de carvalho, para o projecto piloto urbano da sé, em 1996, pág. 162.
    percebemos, por exemplo que tinha no cimo duas fantásticas janelas ogivais, alteradas no século xix por umas janelas da época, rectangulares e com moldura em granito, pois as casa-torre medievais normalmente não têm janelas com moldura saliente nem são rebocadas como esta erradamente foi. por baixo do reboco talvez se encontrem valiosas lições de aparelho de cantaria.
    concluímos com a desgraçada referência a um projecto da porto vivo para este edifício que ignora por completo o valor patrimonial da casa-torre medieval, cujas características singulares mereciam melhor sorte.
    pode ser consultado no site da sru
    http://www.portovivosru.pt/morro_se/index.php?m=28
    abraços desta equipa ao dispôr, ssru

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  2. Excelente e pertinente comentário. Ainda bem que a casa ainda existe! Só espero que o "Porto Vivíssimo" (o Porto Vivo do século XXII...) tenha mais respeito pelo seus pergaminhos, ou neste caso pelos seus silhares...

    Obrigado SSRU

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