quinta-feira, 23 de maio de 2013

Rede de Tracção Eléctrica na cidade do Porto 1

A imagem abaixo mostra uma visão da área "periférica" da rede de carros eléctricos (e troleicarros) da cidade em 1967. Nesta altura já parte da rede de tração eléctrica sobre carris tinha sido suprimida (começou em 1957 com as linhas que iam para Vila Nova de Gaia).

Este complexo e completo esquema, bem como um outro que publicarei mais tarde, surge no pequeno mas fundamental livro para perceber a tração eléctrica em Portugal intitulado The Tramways of Portugal (4ª edição, 1995).

O Porto inaugurou o transporte público por tração eléctrica em Portugal, em 1895, seguindo-se de Lisboa em 1901. Posteriormente também Coimbra e Braga chegaram a contar com este meio de transporte.
Uma outra rede que menciono à parte destas por se encontrar deslocada de um grande centro urbano é a de Sintra; que ainda hoje conta na sua frota com veículos activos e já centenários construidos na sua maioria na mesma fábrica dos eléctricos da Invicta, a J. G. Brill de Philadelphia.

Pese embora no Porto o eléctrico se encontre hoje meramente reduzido a uma atração turística, é sempre um prazer disfrutar de uma viagem nele - sobretudo nesta estação que agora nos encontramos - e apreciar a paisagem ao mesmo tempo que somos embalados pelos ruídos, cheiros e solavancos e nos deixamos deleitar com o passeio que máquina tão pachorrenta mas tão bela nos consegue produzir.

Saúdo os STCP pela recuperação da rede de eléctricos no que respeita ao material circulante: bom compromisso entre modernidade aliada à segurança e à genuinidade, pois que os veículos usam quase só tecnologia vintage e com restauro completo das diversas unidades em circulação. E saúdo também a rede de linhas existente, posto que pequena, passa por pontos chave da cidade e com a 22 devolveu o eléctrico verdadeiramente ao centro dela.

Nos meados dos anos noventa, quando quem geria a STCP só dava machadadas sepulcrais em Massarelos, ao ponto de a única sobrevivente 18 passar dos 7 carros diários na rua para apenas 3 a ficarem sempre retidos na Foz graças à estupidez automobilística, nunca imaginaria o renascimento que teve e que hoje ai está!

Já agora um apelo: Quando colocam o eléctrico novamente a ir dar a volta ao Castelo da Foz? É mais do que justo que isso aconteça agora que as corridas de carros estragaram o projecto de o levar de novo ao Castelo do Queijo. Só faltam uns poucos centos de metros...

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