domingo, 7 de outubro de 2012

Uma vista da Torre dos Clérigos com 150 anos

A imagem abaixo é uma panorâmica tirada da Torre dos Clérigos o mais tardar ai por 1870 e poucos... Vemos no primeiro plano a Rua dos Clérigos que senão na totalidade, se encontra practicamente na totalidade como a conhecemos ainda hoje.
Atrás temos a lateral Sul da Praça de D. Pedro com o passeio dos Lóios do outro lado da rua (naquela altura jocosamente denominado de "O Pasmatório dos Lóios").
Na parte nscente dessa mesma praça o edifício que se lá vê é ainda o do Convento transformado em diversas casas de habitação. O claustro que estava por detrás da Igreja é que provavelmente já não existia ao tempo em que esta foto foi tirada.
No segundo plano e à esquerda, vemos que a Rua de Sá da Bandeira ainda não existe, pois no seu local temos parte do terreno transformado em hortas e locais de lavoura (a foto não abarca a viela da Neta mas ela seria localizada um pouco mais à esquerda) e acima as traseiras das casas da Rua de Santa Catarina.
No entanto, a Rua de Sampaio Bruno já existe mas ainda com o nome original de Sá da Bandeira e terminava pouco depois do entrocamento com a do Bonjardim.
Bonjardim esse que só vinha acabar nos Congregados e que também ela fazia um cotovelo como a moderna que a substituiu e que a alargou antes de mudar o nome pelo qual é hoje conhecida de Sá da Bandeira.
No início da Rua 31 de Janeiro temos ainda uma modesta casa pois ainda não existe o desnível com a passagem subterrânea - hoje vedada - nem o prédio que a substituiu e que agora faz já parte cristalizada da paisagem da cidade >br> A Rua da Madeira ali está delimitada a sul pela muralha fernandina! São bem visíveis as ameias que a coroam.
E esse vetusto e medieval muro ampara ruas e casas no seu exterior, já pelo lado de dentro delimita a horta das Freiras de S. Bento, cujo Convento com a sua belíssima Igreja só viria a ser derribado décadas mais tarde.
Não há aqui ainda nem estação nem túnel nem comboios fumegantes, apenas a ilusão de se estar no campo criada pelo permanente chilrear dos pássaros, o murmúrio das águas que correm pelo chafariz e os passos suaves das irmãs no seu atarefado dia-a-dia em companhia do silêncio.

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