domingo, 19 de junho de 2011

S. Domingos e Pinho Leal

Na sua obra Portugal Antigo e Moderno, Pinho Leal refere uma inscrição que fora apagada e que se encontrava no que é agora o Palácio das Artes, antigo Edifício Douro e, à época a que nos reportamos, Banco de Portugal. No entanto, acreditando na notícia que abaixo se publica, essa informação estava acertada, mas incompleta:

"Em virtude dos melhoramentos que se anda procedendo na parte do extinto convento de S. Domingos, onde se acha estabelecida a caixa filial do Banco de Portugal, e que hoje pertence ao mesmo banco, a direção mandou apagar a inscrição latina que se lia numa pedra situada na porta principal. Essa inscricção continha o seguinte:

HOC OPUS EGREGIUM COVENTUS PRAE ARTE SACRATO
MIRA ATEIO INSTRAVIT SUMPTIBUS ISTE SUIS.
NOBILIS URBS QUOD HABET GAUDENS IN CORDE
SUPER BUM ORDINIS HOC CLARVM STEMMA CORANT OPUS
SUB PRIORE P.F. ANTONIO CARDOTE 1749

O que traduzido em português quer dizer:
Este convento fundou, a expensas suas em sagrado átrio, este edifício, notável pelas maravilhas da arte. O emblema da ordem que o decora serve de fecho à obra, à qual o porto,já nobre em si, muito folga de possuir entre as melhores.
Sendo prior P.F. António Cardote, 1749"
in O Comércio do Porto de 30 de Julho de 1865


Foto: http://ssru.wordpress.com/

A inscrição refere o ano em que o edifício atual que hoje associamos ao Convento de São Domingos, foi construído. Edifício esse que na verdade era apenas uma parte do convento, datando de meados do século XVIII, tendo sido erguido no local onde anteriormente se encontrava o alpendre/adro da igreja e depois ampliado "para trás" ocupando parte do local onde esteve a igreja.

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