domingo, 20 de dezembro de 2009

Planta da Cordoria



Nesta planta de Setembro de 1850 vemos alguns edifícios que chegaram até aos nossos dias, como é o caso da Cadeia da Relação, o Hospital de Santo António (vê-se uma nesga, em baixo à esquerda) ou a igreja de S. José das Taipas.

Outros também se vêem, no rol dos edifícios já desaparecidos temos: a Igreja dos Padres Trinos (segundo a designação que Pinho Leal lhe atribui); a seu lado, o edifício da Roda; temos também o Mercado de Peixe (ainda não construído e apenas inaugurado em 1874); e finalmente no lado superior esquerdo vemos a igreja da Graça e suas dependências anexas, em parte já "engolidas" pelo edifício da Faculdade de Ciências, edifício esse que levaria quase 100 anos a completar-se, sendo a Igreja da Graça apenas demolida no início do século XX.

A planta revela também como era o traçado das ruas naquela zona. Em frente ao Hospital de Santo António verificamos que parte daquele casario ainda sobrevive, indo do Largo do Professor Abel Salazar, até à Praça de Parada Leitão.
Constata-se que existiam uma rua bem delineada que saia da antiga Porta do Olival em direcção à Praça Carlos Alberto e Cedofeita...
O casario em frente à Cadeia da Relação ainda existia, casario este que substituíra in loco a muralha fernandina, adivinhando-se-lhe o traçado pela linha marcada pelas casas a nascente da rua Barbosa de Castro, as atrás mencionadas (e demolidas), ligando com o Largo do Olival.

Notar também que, no casario entre o Hospital e a Igreja da Graça, quer o quarteirão mais a poente, quer o mais a nascente já não existem; estando o primeiro ocupado pelo Largo Professor Abel Salazar e a área do segundo incorporada na Praça de Parada Leitão, sendo o correr de casas onde está o famoso Piolho pertencente a esse antigo arruamento (viela?).

Na legenda da planta, são apontados quase todos os edifícios que aqui mencionei, declarando numa pequena nota que os que se encontram em frente à cadeia da relação vão ser demolidos, o que veio efectivamente a acontecer três anos depois.

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